TÉDIO Talks

Posted in Costume, Gente, Para Ver, Queixume by Pacha Urbano - May 20, 2015

Aquelas pessoas que te chamam pra conversar mas na verdade querem plateia para seus monólogos.

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Um equívoco simpático

Posted in Gente, Para Ver by Pacha Urbano -

Hoje vou compartilhar com vocês um pouquinho da experiência de criação do protagonista das tirinhas do Filho do Freud, o Jean-Martin.

A primeira vez que apareceu foi na tirinha que fiz no meu caderno de desenhos durante uma aula de Psicanálise e Educação, na faculdade, e ele tinha uma cueca na cabeça e uma toalha amarrada ao pescoço. Até este momento não tinha pensado em absolutamente mais nada a não ser isso.

Mais tarde, quando decidi fazer mais tirinhas, tratei de melhorá-lo e prepará-lo para todo tipo de travessuras, vesti-lo com fantasias diversas e alterar suas expressões faciais. Foi quando passei-o para o programa Adobe Illustrator e o digitalizei, refinando suas formas. Na hora o que pensei foi: “Garoto austríaco do século XIX, que parece comportado, com cabelinho penteado para o lado.” Este “austríaco” foi o suficiente para decidir a cor do cabelo como sendo loiro, por pensar no estereótipo do europeu.

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Muito tempo depois fiz uma pesquisa na internet para ver fotos dos filhos do Freud quando criança, e com muita dificuldade encontrei uma do Jean-Martin, e ele era bem diferente do personagem que eu havia desenhado. Eu havia ignorado que o próprio Freud tinha cabelos escuros quando mais jovem, bem como a própria Martha Bernays, sua esposa, e seus filhos puxaram essa característica deles. Tanto a Anna, a filha caçula, quanto o Jean-Martin, o primeiro filho homem (e os outros quatro filhos entre eles dois), tinham cabelos escuros.

Cheguei a pensar em mudar o cabelinho dele, mas já havia me afeiçoado demais pelo Jean-Martin para mexer em sua forma de maneira tão radical. Mas deixo aí o exemplo de como ele seria se eu fosse me ater à realidade histórica da família Freud. =)

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Estudando e se divertindo

Posted in Gente, Para Ver by Pacha Urbano - May 16, 2015

No dia 11 deste mês fui convidado pela Escola Parque, unidade Barra, a aplicar uma oficina de tirinhas para os alunos da primeira série do Ensino Médio durante a Semana Literária. A proposta partiu do professor de Química Alexander Fidellis, em que o projeto seria tratar dos conceitos básicos de química através da linguagem dos quadrinhos. A oficina seria a primeira etapa e a segunda seria a produção dos próprios alunos. Durante a oficina conversamos sobre as possíveis origens dos quadrinhos, contextualização histórica, estrutura narrativa, estruturas gráficas e até sobre pareidolia. E claro, todo mundo colocou a mão na massa!

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Aproveito para agradecer à Patrícia Cortês e ao Alexandre Fidellis, com quem tive enorme satisfação em trabalhar, mas principalmente à Sância Velloso pelo convite e confiança.

Atividades como esta me fazem acreditar que estou no caminho certo unidando arte e educação. =)

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Contra fatos não há argumentos

Posted in Gente, Para Ver, Queixume by Pacha Urbano - Mar 16, 2015

Imagem ilustrativa: Turma do Pererê, do Ziraldo, que não faz parte da AbraHQ e nem tem uma cadeira de "imortal" para si.

Imagem ilustrativa: Turma do Pererê, do Ziraldo, que não faz parte da AbraHQ e nem tem uma cadeira de “imortal” para si.

Ao contrário de tudo o que vem sendo falado pela presidente da Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos (AbraHQ), e alguns de seus membros, em entrevista para diversas mídias, a produção de histórias em quadrinhos nacionais está acontecendo com bastante disposição.

Como vocês poderão ver no link do blog da editora Quadrinópole, os dados liberados pelo site de financiamento coletivo Catar.se são claros: há produção nacional e há apoio à esta produção. Várias editoras pequenas, médias e grandes também continuam publicando HQs brasileiras feitas por brasileiros. Além, obviamente, de todas as iniciativas independentes, de coletivos de artistas a eventos.

Eu gostaria de ter enviado uma mensagem, comentado ou publicado o link abaixo com estes dados na página da AbraHQ, com intuito de ajudá-los a compreender um pouco melhor o cenário ATUAL dos quadrinhos brasileiros, mas aparentemente fui bloqueado por eles, acredito, por conta do meu texto falando minhas impressões sobre a inauguração de dita academia e depoimentos de seus membros. Lamentável.

Convém, entretanto, frisar: os quadrinhos brasileiros são produzidos, editados, divulgados e pesquisados como nunca. Não está morrendo não.

O link com informações:
https://quadrinhopole.wordpress.com/2015/03/13/catarse-quadrinhos-e-algumas-estatisticas/

 

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Uma rápida conversa sobre a vida

Posted in Costume, Gente, Para Ver by Pacha Urbano - Mar 09, 2015

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Filho do Freud #174
Colaboração: Estela Rosa, Ju Ribeiro e Daniela Bado

 

A luta contra o machismo e a misoginia é diária!

O caderno Filho do Freud – Cinema Mudo está à venda na Nerdwear:
https://nerdwear.com.br/cadernos/147-caderno-filho-do-freud-cinema-mudo.html

Curta a fanpage do Filho do Freud no Facebook e companhe as novidades que publico por lá: https://www.facebook.com/FilhoDoFreud

O livro do Filho do Freud está à venda em:
Livraria da Travessa: http://goo.gl/uxt445
Livraria Cultura: http://goo.gl/XnVGK5
Amazon: http://goo.gl/ObOM9N
Livraria Saraiva: http://goo.gl/fIUQ3w
Beleléu Shop: http://goo.gl/QOiy5E

[EN ESPAÑOL] Traducción: Liliana Rincón y Adriana Güereca Guel
[EN FRANÇAIS] Traduction: Dan Hassan
[IN ENGLISH] Translation: Bárbara Porto

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De boas intenções…

Posted in Para Ver, Zona by Pacha Urbano - Feb 24, 2015

Foto de divulgação

Foto de divulgação

Tem um pouco mais de uma semana que tomei conhecimento que havia sido inaugurada uma Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos (AbraHQ), o primeiro em que pensei foi: “Como é que só fiquei sabendo disso agora?” Porque em nenhum momento da gestação desta academia, eu que sou leitor, profissional e entusiasta das histórias em quadrinhos brasileiras, fui informado através de outros leitores, profissionais e entusiastas das HQs, de que se estava sendo organizado algo assim no Brasil, menos ainda no Rio de Janeiro, cidade em que vivo.

A notícia de sua fundação, no emblemático 30 de janeiro, data conhecida como Dia do Quadrinho Nacional, vem sendo repercutida em diversos sites, jornais e até telejornais e programas de rádio, mas sempre repetindo a mesma coisa: que foi fundada, que empossou 20 pessoas como “imortais” aos moldes da ABL (Academia Brasileira de Letras) numa cerimônia, que teria como objetivo preservar a memória dos quadrinhos brasileiros, através de um acervo estimado em 60 mil HQs raras e artes originais, e unir os profissionais pela valorização da profissão de quadrinistas.

As ideias de resgate histórico e valorização do profissional brasileiro de quadrinhos parecem boas, entretanto, os leitores, profissionais e entusiastas das histórias em quadrinhos não encontram disponíveis seu estatuto, critérios de escolha dos “imortais” que dão nome às 20 cadeiras, a escolha das pessoas que as ocuparam no dia 30 de janeiro e muito menos quais seriam as propostas para a união e valorização dos profissionais brasileiros de quadrinhos.

Em entrevistas de rádio, e alguns vídeos disponíveis no YouTube de depoimentos durante a cerimônia de inauguração, me preocuparam os relatos e discursos sobre a produção e o mercado de quadrinho nacional, distorcidos e díspares da realidade atual. O que mais percebi foi um constante lamento saudosista de que os profissionais de uma suposta era de ouro dos quadrinhos brasileiros estão ao relento, que a produção atual é pífia, que o quadrinho nacional praticamente está morrendo se algo não for feito. Eventos de quadrinhos grandes como a FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte) ou pequenos como tantos que pipocam pelo Brasil quase todo mês, desmentem veementemente este discurso. Além, obviamente, das seções de quadrinhos que só fazem crescer em livrarias, as leis de incentivo à produção cultural, como o ProAC em São Paulo, aos financiamentos coletivos (crowdfunding), enfim, todos os meios disponíveis hoje para que qualquer pessoa que queria produzir quadrinhos no Brasil possa publicar e comercializar seu material, sem nem mesmo precisar de intermediários como as editoras.

Fui investigar os nomes divulgados, seu papel nos quadrinhos nacionais e encontrei pouca gente atuante profissionalmente com HQ. Entre os “imortais” empossados pela AbraHQ há pessoas que pregam o Novo Integralismo (!), ufanistas que alardeiam boicotes contra a produção estrangeira de quadrinhos e perpetradores de teorias conspiratórias, entre elas (pasmem) que a Pixar plagiou personagens obscuros dos quadrinhos brasileiros e criou Os Incríveis, ou que a Marvel criou o Professor Charles Xavier, mentor dos X-Men, inspirado no médium brasileiro Chico Xavier e nunca deu crédito (como pode ser visto aqui). Estas seriam algumas das pessoas que ocupam cadeiras na AbraHQ, representando os leitores, profissionais e entusiastas das histórias em quadrinhos brasileiras, creiam ou não, concorde com isso ou não. Obviamente os verdadeiros atores dos quadrinhos nacionais se espantaram (alguns se revoltaram), afinal, entre outras coisas, pretendem reunir-se com a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro pedindo apoio em nome do quadrinho nacional. Dá para se preocupar ou não?

Percorrendo alguns grupos de leitores, profissionais e entusiastas dos quadrinhos as opiniões se dividem: há os que decididamente não pensam em levar a sério a AbraHQ, por se tratar de uma agremiação de amigos e colecionadores de quadrinhos, e os que se preocupam que a AbraHQ repercuta uma ideia completamente equivocada de mercado e papel dos leitores, profissionais e entusiastas dos quadrinhos brasileiros. O consenso geral é que o nome “Academia Brasileira de História em Quadrinhos” é inapropriado para os dias de hoje, que não redigiram e disponibilizaram aos leitores, profissionais e entusiastas das histórias em quadrinhos brasileira, e ao público em geral, um estatuto ou propostas de ação, mas tiveram tempo para criar diplomas e realizar cerimônia de posse e inauguração e divulgá-la a torto e a direito, e a ausência de nomes notoriamente importantes da produção e difusão das histórias em quadrinhos brasileiras, como Ziraldo, Maurício de Souza, Laerte, Angeli, Mutarelli, entre outros. Até o momento nenhum pronunciamento por parte da AbraHQ foi feito sobre estas questões.

Como leitor, profissional e entusiasta das histórias em quadrinhos brasileiras, é do meu interesse que quem quer que venha a se levantar publicamente como representante das histórias em quadrinhos brasileira esteja à altura de fazê-lo. Apesar de sua popularização, é uma arte vilipendiada, incompreendida e menosprezada pela opinião pública, e até mesmo pelo meio acadêmico, fazendo com que o profissional de quadrinhos, na figura de escritor, artista ou editor, seja desvalorizado, e seria extremamente desnecessário que agora que parece despontar um mercado de fato, as histórias em quadrinhos brasileiras sejam ainda mais ridicularizadas por uma representação anacrônica e inadequada à realidade.

Vamos acompanhar o desenvolvimento de tudo isso.

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Em carne viva

Posted in Costume, Gente, Para Ver by Pacha Urbano - Jan 20, 2015

Sem ter nenhum conhecimento sobre do que se tratava a peça, entro em uma sala escura e monótona, onde uma senhora lê um guia de TV com apatia. Sentada em um sofá velho, passa as folhas – e os olhos sobre as folhas – com o mesmo ritmo moroso de quem espera infinitamente a passagem do tempo. Escolho meu assento e começo a assistir, em tempo real, a uma noite muito difícil naquela casa. A partir dali me coloquei na condição de um vizinho bisbilhoteiro, acompanhando discussões acaloradas e sussurros, desabafos, segredos revelados, lavagem de roupa suja, mágoas, declarações de amor, de fragilidade. Assim começa a peça Boa Noite, Mãe, dirigida por Hugo Moss.

Telma, a senhora carrancuda, dirige-se ao armário da cozinha e agarra uma lata velha com bolinhos. É quando surge Jessie, sua filha, uma mulher que não demoramos em descobrir ser vítima da epilepsia, mais uma personagem. As duas compõem uma estranha engrenagem naquela casa, em que o movimento de uma resulta na reação da outra e ambas giram em suas próprias hastes oxidadas da rotina doméstica, que é também uma das muitas personagens que desfilaram pela casa àquela noite. Abrindo e fechando gavetas, revirando caixas, subindo e descendo do sótão, Jessie pergunta sobre uma arma e Telma a ignora.

O que engatilha as discussões é o anúncio de Jessie para sua mãe Telma que ela pretende se matar. Aquela noite. Por isso a insistência em saber do revólver do falecido pai. Tudo já estava preparado e o que ela desejava era um momento a sós e um breve acerto de contas emocionais do passado com sua mãe. A princípio Telma escarnece e faz pouco caso de Jessie, para logo perceber que a decisão já havia sido tomada desde o Natal e que o anúncio não era um blefe, senão uma despedida. “Eu esperei até me sentir bastante bem.”

Sob ameaça de ter tudo estragado por um telefona da mãe para o irmão, a postura hesitante de Jessie se torna firme, diminuem seus tiques, ela aperta com força suas mãos junto ao corpo, sobe seu tom de voz. “Isso é particular. O Dawson não está convidado.” Esta é a chave oferecida pela personagem para tentarmos entender o enigma de que está feita. Em uma casa onde não há privacidade nem sobre seu próprio corpo – uma vez que como epilética Jessie perde sua consciência deixando seu corpo e sua vida à mercê dos demais – ter algum controle sobre a situação é um troféu precioso. Neste momento Jessie me tocou profundamente ao soltar um lamento sobre seus familiares: “Eles sabem coisas de você antes que possa decidir se quer que eles saibam ou não. (…) Eles não têm este direito mas vão lá e pegam.” A história ali era entre elas duas, só elas.

Entretanto, vamos conhecendo todos os outros personagens: Dawson o onipresente irmão de Jessie, Ricky o problemático filho de Jessie, Loretta a cunhada bisbilhoteira de Jessie, Agnes a amiga estabanada de Telma, Cecil o ex marido de Jessie, Timmy o rapaz simpático da ambulância, Caroline a filha de Agnes, Buster o resignado marido de Anges, Connie outra amiga de Telma e o enigmático pai de Jessie, todos enchendo aqueles dois cômodos com suas ausências, citados repetidas vezes ao longo da noite. Jessie só quer fazer com que todas estas pessoas desapareçam e insiste que a morrer é isso.

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A rotina projeta suas sombras em todos os cantos daqueles cômodos no palco, e sobre elas duas, e entre o desespero e a resignação ela encontra espaço em Jessie para que ofereça uma xícara de café a Telma. Todo o tempo vemos as atitudes mais prosaicas da vida das duas emergirem por entre as frestas do diálogo e pintarem tudo de ferrugem. Mãe e filha numa esgrima ora dolorida, ora divertida, de argumentos sobre a vida, sobre o passado delas e canecas de chocolate com marshmallows. “Os momentos bons não ficam correndo atrás de você.”, diz Telma para Jessie, que titubeia a cada passo, que vacila e treme a cada gesto.

O trabalho de cenografia de Hugo Moss e Luna Santos, fazem com que o aproveitamento dos espaços no palco – divididos entre sala de estar, cozinha, sótão, hall e quarto da Jessie – seja absoluto. Prateleiras, tapetes, gavetas, utensílios de cozinha, teteias e mobílias parecem sempre ter estado ali, impregnadas de todos estes personagens citados, e por todas suas histórias. Às vezes funcionando como um campo minado, onde Jessie se move com cuidado, às vezes como um oceano escuro onde Telma, como um polvo furioso, tinge tudo de queixas. A iluminação de Aurélio de Simoni também é pulsante: sombria nos momentos mais introspectivos e mais abrangente quando as personagens explodem. Sístole e diástole. O figurino, mais tarde pude me dar conta, fala telepaticamente conosco, onde o vestido rosa de Telma, não consegue esconder o quão conservador é, denunciando as características da personagem, enquanto as sobreposições de Jessie dizem como sua vida tem sito um constante arranjo. Até nisso Beth Zalcman e Thais Loureiro, respectivamente Telma e Jessie, souberam explorar em suas personagens. As duas atrizes, apesar de vestidas, pareciam estar em carne viva, irreconhecíveis. São as técnicas de Michael Chekhov à flor da pele, num trabalho de desenvolvimento de personagem mais marcante e impecável que já vi.

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Eu também fiquei igualmente irreconhecível, em carne viva, descobrindo coisas sobre aquela família disfuncional, sobre aquelas duas mulheres transtornadas. Descobrindo também sobre mim mesmo. Saí do teatro com um carrossel de passagens e frases da peça na cabeça, com vários destes personagens acenando para mim e para minhas experiências pessoais, me fazendo anotar mentalmente todas as pessoas as quais gostaria que assistissem esta obra, que de alguma forma também poderiam ser atingidas sem eufemismo como eu fui. Cada frase, cada detalhe abre espaço para conjecturas, nada é descartado ou excedente. A própria epilepsia bem pode ser uma metáfora da influência incapacitadora de Telma sobre Jessie, desde criança lhe causando recorrentes vazios, desestabilizando sua confiança, minando sua autoestima, escolhendo até um marido para ela.

Em dado momento Jessie faz uma pergunta retórica à Telma, como quem se resigna e perdoa, afinal o outro permite que possamos nos definir como sujeito, entretanto: “E se você é tudo o que eu tenho e você não é suficiente?” Não temos como ser tudo para o outro, nem o outro tudo para nós, e é sobre perdas, compensações, reconhecimento das limitações e sobre assumir as rédeas da própria vida que penso se tratar o texto de Marsha Norman. Numa das tentativas de dissuasão de Telma, ela diz a Jessie que ela não tem que chegar às vias de fato, no que lhe responde: “Não, eu não tenho que, e acho que é até por isso que farei.” O desejo de suicídio de Jessie pode muito bem ser metáfora para sair de casa, a assunção da liberdade, de ter a própria vida nas mãos, longe do que os outros vão pensar, do que querem para você. Pode fazer alusão para muitas outras coisas. É alguém fechando a porta, dizendo “Boa noite, mãe.” e seguindo a vida. Seja ela qual for.

 

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Mais rabiscos

Posted in Para Ver by Pacha Urbano - Sep 13, 2014

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Livro ao Acaso recuperando o fôlego

Posted in Para Ver by Pacha Urbano - Jul 09, 2014

Livro ao Acaso

 

Pessoal, devido ao enorme número de pedidos de envio do Livro ao Acaso, a tiragem esgotou. Por isso não posso mais aceitar novos pedidos.

Se por um lado isso possa parecer uma má notícia, por outro é um baita incentivo para seguir adiante com este projeto que vem dando tão certo e está sendo tão bem recebido por todos vocês.

Espero contar com a paciência dos que enviaram seus pedidos até o presente momento. Estou em busca de mais apoiadores que queiram contribuir com uma nova tiragem e assim poderei atender a todos vocês.

Até lá, ajudem a divulgar a página do projeto! Publiquem as frases em seus murais, compartilhem os vídeos e também o mini documentário. Vamos promover esta mudança em suas rotinas.

E podem ter certeza: O Livro ao Acaso voltará em um futuro muito próximo!

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Produzir, produzir, produzir…

Posted in Para Ver by Pacha Urbano - Feb 08, 2014

PROJETOS_2013

Os últimos anos foram muito intensos na minha vida. A maneira que encontrei para apagar meus incêndios pessoais foi o trabalho. 2013, especialmente, foi um ano de produção intensa e intuição para aproveitar as janelas de oportunidades pelas quais consegui realizar alguns sonhos, abrindo três frentes de trabalho: o Livro ao Acaso, o Vidas Despercebidas e o Filho do Freud. Todos com promessas de desdobramentos para este ano novinho em folha que começa. Todos com o apoio de pessoas que me são muito queridas. Espero continuar com este espírito e que 2014 seja um ano generoso com todos nós.

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